segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Dizem que a volta sem ida dos que não foram teve início no último sábado.
Tipo playback com viola e bongô.
Delirei?!?!?!?!
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Um dia cheio no trabalho
Parado na beira do porto, busquei um povo que prestasse pra emprestar um palito de fósforo pra carburar um boldo que peguei na bolsa de palha branca do barraco daquele pobre. Pudera, a brisa apagou a brasa. Barga. -Me empresta a bic? Ou a bituca daquele podre? Passa. Roda. Laras. Bolacha. Bono ou da seven boys a bisnaga. Brahma, Boemia ou Itaipava. Calabresa com cebola, propõe a cagada. Privada de barro, a bosta pra fora, leitura sagrada. Se não, não cago. Bravo, saio amarrado, no balcão debrussado da bela Patrícia. Sorria. Filme queimado. Um pega na ponta, aliviado. No Carmo, um soco na cara, tiozão viado. Indião sargeta. Quase treta, Tizão deitado. Tormenta, Hombre parceiro, carro na rua, aberto e sem passageiro. Sereno, a noite é dia. Lisérgico. News no banco, nuno manco, mergulho no canyon. Desde lá, a falta sentida. Ceias distintas, virada perfeita. Vibe master, canhão na areia. Chemical, agua benta, depois da noite o sol. Vem lá de longe. Mol?
terça-feira, janeiro 15, 2008
A Volta para Casa...
Se algumas horas atrás meus tentáculos deslizavam suavemente pelo líquido hidrogênico oxigênico oceânico salgado, agora batucam enferrujados nestas teclas quadradas que não se encaixam nas minhas infinitas ventosas redondas. No momento, construindo palavras desconexas sentado diante da besta quadrada do cotidiano, já sentindo falta de líquido. Não, minha tela ainda não é de LCD. Por enquanto, frases sem sentido, oxidadas, que certamente serão bem acolhidas por este espaço habitado por ursos polares, jornalistas terráqueos, homens cinzas e bestas quadradas. O som dos tentáculos estalando anuncia: mais um membro de volta ao clã.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Balburbia
Sexta - 1 garrafa de Grey Goose com o modesto Marcelones. Emocionante.
Sábado - 25 caiprinhas e um gole do frozen do Nuno, na celebre comemoração do aniversária da Junky Si.
Domingo - Rocambole de presunto e queijo seguido de torta de nozes da sogra. E mais uma duzia de bombons no assalto madrugadeiro à geladeira.
Segunda - Café da manhã na pandorca e no almoço 2 burdogg. Os 2 com tártaro.
Enquanto a toca ainda não fica pronta, morando com a vó dos meus futuros filhos paira a dúvida:
- Dou um tranquilizante ou um tampão de nariz? Porque o barulho dá pra disfarçar com a tosse.......
De volta a cena!
Pra quem duvida ainda tem muito mais!
Esse é só o começo. Ortiz, vulgo Urso, voltando a cena para reeditar uma das melhores terapias que já passei, este blog. Depois de um intervalo de 1 ano e meio, a inclusão digital chegou em casa e os posts sem sentido, holísticos e as vezes sérios estão de volta. Nem preciso dizer que esse blog é nosso! Mas como o blogger mudou, o login e senha foram trocados. Vou atualizá-los!
quinta-feira, agosto 31, 2006
A influência dos elementos
Já pensou em ser como o ar ou o vento? Ser invisível, voar através do globo terrestre vendo a vida em ação, levando a brisa e seguindo seus instintos. E ser como o fogo? Quente, irradiador de luz e calor, ter efeito hipnótico e colorido, um tanto quanto circense.
Alguns podem achar a maior besteira ficar se imaginando em situações surreais. Outros ficam fascinados em sonhar com um mundo inatingível. Porém, para ambos, sonhadores e realistas, acreditem, esses elementos podem influenciar e fazer parte de suas vidas mais do que imaginam.
Em Os Quatro Elementos do Sucesso, novo livro da escritora Laurie Beth Jones, é descrita a influência dos elementos da natureza, água, terra, ar e fogo, na personalidade das pessoas, e como isso é aplicado na vida pessoal e profissional. A autora apresenta, também no livro, o Perfil do Percurso dos Elementosä, programa que expõe informações e idéias sobre os quatro elementos, auxiliando na sua identificação e compreensão e como utiliza-los com eficiência, principalmente no mercado de trabalho.
“As pessoas têm todos os elementos em suas personalidades. A questão é determinar quais tendem a dominar os comportamentos e valores da pessoa. Os elementos predominantes geralmente dirigem os impulsos, influenciando nos aspectos da vida individual – do trabalho, escolhas, relações, estilos de aprendizado, etc”, explica Laurie.
Tendo seu nome figurado entre os best-sellers do The New York Times, da revista Business Week e do jornal The Wall Street Journal, Laurie é especialista na área de administração, possuindo, entre seus maiores sucessos, Jesus in Blue Jeans e Teach your Team to Fish. Seus livros já foram traduzidos para doze idiomas, ultrapassando o marco de um milhão de cópias vendidas.
No novo livro, a autora sugere que profissionais decifrem a personalidade de suas equipes para encontrar os segredos da influência e da liderança.
Abaixo segue um trecho extraído do livro, no qual Laurie descreve a personalidade de cada elemento. Isso tudo pode até ser um grande besteirol, mas lanço a enquete: Qual elemento você acredita ser?(qual elemento predomina na sua personalidade) E por que?
Terra: “respeita as conseqüências e procura segurança além do risco; não acolhe bem demonstrações escancaradas de emoção e cenas de perda de autocontrole, pois as encara como sinal de imaturidade e fraqueza; respeita a autoridade por sua necessidade de ordem e equilíbrio, mas resistirá à autoridade que pede acordo ético ou legal; normalmente muda com lentidão; pondera antes de falar e ouve com objetividade as afirmações dos outros; defende seus critérios mais elevados, mas prefere evitar confronto ou situações emocionais, se possível; os maiores riscos da terra são cometer erros, aceitar riscos incertos e deparar com resultados imprevisíveis; prefere atividades que tenham propósito; quer ser recompensada pela qualidade produzida; a terra comanda com base em princípios e critérios, com visão a longo prazo; tem forte senso de curiosidade; aprecia a solidão e procura momentos de silêncio; é ordeira por natureza, procurando manter um lugar para tudo e tudo em seu lugar; tem inclinação para operar em um ritmo uniforme e constante; não confia pronta e facilmente, mas é capaz de desenvolver amizades profundas e duradouras; pode ficar estressada com a desordem, o caos e preocupações sobre o desconhecido; visa o sucesso com perspectiva a longo prazo e opera de forma produtiva; prefere obrigações e métodos específicos, trabalhando com um alto grau de exatidão”.
Água: “prefere situações previsíveis e resiste a mudanças; tende a sufocar a ira e o ressentimento, por isso pode ser difícil detectar quando ela está com raiva; tende a não desenvolver a autoridade; prefere previsibilidade e pode ser lenta para aceitar mudanças; costuma ser uma boa ouvinte, e essa qualidade ajuda os outros a comunicar-se e entender-se melhor; responde aos conflitos entre os indivíduos tentando restaurar a harmonia e conseguindo acordo; os maiores medos da água envolvem confronto, conflito e mudança; esportes de grupo podem ser de grande atração para a água, porque isso significa vencer junto; a água pode sobressair-se em uma variedade de ambientes de trabalho, desde que haja harmonia e estabilidade; enfatiza a inclusão e o consenso; encoraja a cooperação em vez de reforçar condescendência; prefere ver aplicação prática de informação a situações específicas; aprecia momentos de sossego com amigos íntimos, filmes, livros e horas para fazer nada, que incluem cochilos, relaxamento e até banhos quentes; sustenta a ordem enquanto procura por estabilidade, mas pode ter dificuldade de estabelecer prioridades; tem inclinação para operar em um ritmo constante de acordo com um relógio interno, em vez de exigências externas; aceita as pessoas abertamente, mas pode ter reservas para começar um relacionamento; fica estressada com a desarmonia, a mudança, as atividades tumultuosas e barulhentas e os conflitos; vê o sucesso em termos de como ela ajudou os outros a progredir; é muito versátil e trabalha bem com obrigações e pessoas”.
Ar: “tende a esperar efeitos positivos e raramente se sente ameaçado por conseqüências imprevisíveis; pode ser rápido para falar quando está com raiva e nesse momento usar termos dos quais se arrependerá mais tarde; o forte desejo do ar por liberdade pode fazer com que ele seja descuidado quanto à autoridade e regras; verbaliza os sentimentos e chega a conclusões quando esgota o assunto; dispersa a tensão por meio do humor; os maiores medos do ar são rejeição social e isolamento; o ar prefere variedade e espontaneidade; necessita estar junto de pessoas amigáveis e receptivas; o ar, quando líder, prefere não ter de se envolver com detalhes, e não reage bem a chefes autoritários ou anti-sociais; aprende fazendo, em um ambiente descontraído; aprecia momentos com os outros e procura por companhia para atividades improvisadas; é desorganizado por natureza e costuma empilhar as coisas em vez de organiza-las em arquivos; o ar não discrimina as pessoas ao fazer amigos, pode valorizar a quantidade de relacionamentos muito mais que a qualidade; fica estressado com isolamento, rejeição social, perda de influência e atividades repetitivas; vê o sucesso em termos de popularidade, posição social e aproximação com os outros; trabalha melhor com pessoas e prefere divertir-se enquanto o faz”.
Fogo: “aprecia aventura por causa do ímpeto para conquistar desafios e estar no controle; mostra ira como sua primeira emoção; gosta de estabelecer regras e pode desconsiderar as que não são suas; quer primeiro a conclusão; gosta de conflito e o vê como necessário para permanecer em brasa e queimar ardentemente; os maiores medos do fogo são perder o controle e o prestígio e ser visto como vulnerável ou ineficiente; não é do tipo que se envolve muito com diversão, por causa do seu comprometimento com suas grandes realizações; quer reconhecimento dos resultados, distância da rotina e das tarefas repetitivas, oportunidades para inovar e direcionar e apoio administrativo para livra-lo de detalhes que esgotam sua energia; é enérgico e vê a liderança como imposição aos outros; prefere ser o professor ao aluno; a idéia que o fogo faz do lazer pode ser o de trabalhar até a exaustão e depois divertir-se até entediar-se; é uma tendência do fogo ter diversos projetos em andamento ao mesmo tempo e muitas vezes contar apenas co a memória, em vez de organiza-los em arquivos; é dirigido para o resultado e tende a relacionar-se em bases “transacionais”; tem alta tolerância ao estresse e lida com a extreme pressão como um fator de vida; encara o sucesso em termos de superar as desigualdades, excedendo as expectativas e adquirindo poder, prestígio e liberdade financeira; enfatiza fazer em vez de falar, assim prefere começar projetos rapidamente e com entusiasmo, mas pode ficar desatento aos novos deveres que exigem visão pioneira, deixando os membros do grupo sem direção”.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Decifrando Rodrigues, o homem que gostava de falar bonito.
Começa aqui uma nova série com histórias, fatos, acontecimentos, lendas e contos de um homem que se tornou um verdadeiro mito no pacato município de Taquarussu, interior do Tocantins. Decifrando Rodrigues, o homem que gostava de falar bonito.
Rodrigues era um sujeito hiperativo, inquieto, tinha sede por conhecimento e descobertas, nunca se contentou com o mesmo horizonte. Precisava de mais e mais, e, por isso, estudava muito, viajava muito, fazia trilhas diversas, gostava da natureza e do mato, pois nele tinha crescido e nele queria se desenvolver. Não conseguia esconder sua aversão a cidades, mas mesmo nelas, de vez em quando, dava seus pulos.
Certa vez, Rodrigues, em uma de suas andanças e peregrinações, soltou uma de suas mitificadas sentenças. Ele queria chegar até Guapé, pequena cidade que teve parte de seu território coberto por uma represa, fato que já era de seu conhecimento há muito tempo, mas, para satisfazer sua curiosidade e instiga, ele tinha que ver as ruínas submersas a olho nu, ou melhor, com a máscara de mergulho que carregava em sua mochila surrada.
Para chegar em Guapé, cortando caminho, Rodrigues fora até Porto Belo. De lá, iria pegar uma balsa para atravessar até Itaci, município próximo da cidade submersa. Chegando lá, nosso mito proferiu a lendária.
Por obséquio, navegante! Quais as condições para cruzar deste pólo ao outro hemisfério?
O piloto da balsa, daqueles interioranos bem caipiras, que param de estudar na sexta série, sem entender o que aquele homem pomposo, na sua mais pura exibição de magnificência, dizia, respondeu:
O quê? Cemitério?
Rodrigues, inflexível e intolerante como a maioria dos gênios natos, se irritou:
Néscio! Se for por ignorância, transijo. Mas se for por uma simples ousadia de zombar da minha alta prosopopéia, dar-te-ei um golpe no alto da sinagoga, transformando sua massa encefálica em matéria cadavérica.
segunda-feira, julho 31, 2006
SOMOS EGOÍSTAS (O sistema em que vivemos é reflexo de nós mesmos)
A humanidade passa por um período da sua história no qual o meio ambiente vive em constante perigo. O sistema em que vivemos promove um crescimento desordenado, um consumismo exacerbado, alimentando uma feroz evolução tecnológica não planejada, que devasta nosso habitat natural sem compaixão nem consciência. Tornando-se praticamente um mal irremediável, o capitalismo, patrocinador oficial do egoísmo, fantasiado de democrata, deixa a sua ganância descontrolada domar todos os seus sentidos, lhe privando da sensibilidade de perceber um sistema ecológico que definha, tornando, aos poucos, a desertificação do planeta um fato consumado. Porém, se por algum momento, em alguma parte do córtex cerebral, acendesse uma luz que acionasse o escrúpulo de cada cidadão ao redor do Planeta Terra e, assim, a humanidade desse conta que a destruição do ecossistema é o caminho mais próximo da extinção do próprio ser, ou seja, da existência da própria vida, homens, genericamente falando, fingiriam uma falsa mobilização mundial altruísta, para, mais uma vez, alimentar a fonte inesgotável da sua existência; o próprio ego. Os-ama (a antítese)

